terça-feira, 22 de agosto de 2017

ELEITA

ELEITA 


Nunca mais eu voltei àquela rua 
onde ficava sempre à tua espera. 
Por testemunha aquela mesma lua 
que me inspirava versos de quimera. 

E chegavas com uma voz só tua, 
- doce ternura que eu jamais tivera. 
Hoje meu coração que te cultua 
nunca esqueceu aquela primavera. 

Mas o tempo passou... Nossos destinos 
seguiram por caminhos peregrinos, 
nunca mais eu te vi nem tu me viste. 

E se me visses hoje, certamente, 
perceberias meu olhar ausente, 
porque sem teu amor, fiquei mais triste! 



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

JULGAMENTO

Não me passou jamais pela cabeça
julgar e condenar qualquer pessoa.
Quem não tiver pecado, que apareça,
- jogue a pedra que fere e que magoa.

“Não julgueis”. Que este mundo não esqueça
da mensagem do Mestre, que ressoa
para que a Luz divina resplandeça
sobre os homens que têm vontade boa.

Minha vida pautei pela Esperança,
pela decência do viver honesto,
- quantas vezes paguei um alto preço?

Não me fascina a glória da abastança,
prefiro o meu viver sempre modesto,
e tenho, com certeza, o que mereço!



sábado, 19 de agosto de 2017

REMINISCÊNCIAS

REMINISCÊNCIAS

Filemon F. Martins

Hoje não deu praia e nem caminhada. O dia amanheceu chuvoso e triste, propício para a poesia, para a leitura e para as lembranças. Preferi, então, mergulhar meus pensamentos no passado e andei me indagando sobre tantos amigos que conquistei pela vida, especialmente por onde passei e trabalhei.
Primeiro, na Empresa Folha da Manhã, (Folha de São Paulo), quando eram Diretores, o Dr. Renato Castanhari e o Sr. João Marques da Silva. Convivi com inúmeras pessoas amigas e competentes. Muitas ainda estão por aqui e permanecem em contato, como é o caso de José Roberto Procópio, Paulo de Almeida Costa, Hilda Delatorre, Sueli Godoy, Josemar Maia Reis, Maria Lúcia Nascimento, Ivan Leite, Pedro Luis Nosse e Ricardo Antonio de Oliveira. Com o passar do tempo, alguns entram em contato por e-mail, como é o caso dos amigos Emilio Carlos Daguani, Gilson de Souza, Frederico Valente Coelho, Eunice Mendes, Ana Patrícia Silva, Valmir José, José Carlos Bacalhau e Moacyr Galvão, bons tempos. Alguns, já não estão mais conosco, partiram para o andar de cima deixando saudades, entre outros, José Abdala Rodrigues, Ildefonso Moura Acyoli, Geraldo Lúcio Costa, Zenaide S. Oliveira, Dr. Tomanik, João Arci Netto e Armando Pereira.
Outros, como num passe de mágica, simplesmente desapareceram e não entraram mais em contato. Por onde andarão? Eis alguns nomes: Paulo César Cheida, Luis Carlos Gugoni, Nelson Riton, Orlando Teixeira, Nelson Arci, Marina, Fátima, Pedro Casimiro, Pedro Montes Segura, Drª Reveka, Setímio e Simone Argentati, Antonio Aguiar, Antonia e Diná (Soc. Médica), Arnaldo Natal, Cicuto, Claúdia Santos, Daniel Felipe Javaroni, Vanda, Dionísio Rodrigues, João Gouveia, José Marques, Mário da Conceição, Nelson Mucci, Tarcísio Pereira, Cláudio Vinhola e tantos outros que a memória não me ajuda a lembrar.
Da Prefeitura do Município de São Paulo, (Hospital Alípio Correa Neto, na zona Leste), na gestão de Luíza Erundina de Sousa e início da Administração de Paulo Maluf, também fiz muitos amigos, como Jorge Higa, Celso Costa Santos, Eunice Cunha Brandão, Lídia Ferreira Lima, Raquel Maria Ap. Carlos Fantazia Santos, Felipe, Sandra de Renan, Sandra Nascimento, Paulo Ferreira, Paula (hoje, professora de matemática, pode?) Rubens Aparecido dos Santos, Jurandir Brito e Expedito Querubins Deus Dará (com este nome só poderia ser e é gente fina). Aliás, todos, sem exceção, bons amigos.
Por fim, do Tribunal Regional Federal – 3ª Região, nas gestões dos Desembargadores: Drs. AMÉRICO LACOMBE, OLIVEIRA LIMA, MÁRCIO MORAES, JORGE SCARTEZZINI, JOSÉ KALLÁS E ANA MARIA PIMENTEL, onde me aposentei, depois de ter trabalhado com tantos amigos, às vezes direto ou indiretamente, entre outros: Silvia Martini (Diretora de Secretaria), Lucilene Rodrigues Santos (Diretora, competente e justa), Arlete Gonçalves Muniz, Regina Maria Cerqueira de Souza, Maria José Terra (Supervisora, inteligente e sensata), Doralice Pinto Alves, Suzana Maria Castro Baptista (com quem aprendi muito a analisar Precatórios), Fernanda Benevides de Carvalho (escritora), Nelson Pereira dos Santos, Waldomiro Rodrigues da Silva, Manuel Francisco de Sousa, Rosa Maria Felipe, José Lorecy G. Ferreira.
Outros ainda, como Ruy Leão da Rocha Neto (de Barra do Rio Grande), Maria Izabel Valente Penteado, Fábio Carlos Werneck Lorenzi, Miriam Ferrari Szylovec, Célia Regina Martins, Aurora Granado Navarro, Nerci de Freitas, Eneida Gagete, Célia Santos Morais, Manuel Veras, Ezequiel, Fábio Cardoso Marques, Virgínia Brandão, José Monteiro do Paço, Edmilson Ferraroli, Wladimir Wagner Rodrigues (Artista Plástico e Poeta), Maria da Consolação F. Mendes, Maria Cristina M. Luz e Amadeu (ambos de saudosa memória), Gisleide Varandas, Reginaldo da Silva Paranhos (Acadêmico de Direito), Vladimir Gonçalves, Edison H. Momosaki (hoje fiscal do ICMS de MG), Sandra Maria Lozardo, Dirce Bautista Pliger, Andréa Regina dos Santos (Diretora, competente, bonita e justa), Edson Mazakina (Supervisor de Pagamento de Precatórios), José Toshio, Otávio Augusto, Milton, Fernando Salinas (amigo e astrólogo) e Maricler Kfouri dos Santos.
Há outros nomes, mas não me lembro no momento. Bons tempos aqueles. Mas hoje, com certeza, está melhor. Tenho o mar, a praia e a pacata cidade de Itanhaém, onde vivo e escrevo, como fiz hoje. Mas a chuva não dá trégua e continua...
Acho que vou continuar escrevendo...



filemon.martins@uol.com.br


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DESABAFO

        DESABAFO


                Não reclamo da vida turbulenta e triste
                que a predestinação me faz levar, talvez,
                nem quero levantar a voz ou o dedo em riste
                para acusar alguém de tanta insensatez.

                A consciência cruel por certo não resiste
                fazer o bem, amar, viver com honradez.
                É próprio do invejoso que na falta insiste
                muito disfarce, engodo, mágoa e morbidez.

                O calvário de Cristo nos mostrou o quanto
                a Humanidade é mesmo pobre e desprezível,
                a ponto de matar um verdadeiro santo...

                E desde então as coisas só se complicaram,
                o aumento dos Pilatos se tornou visível
                e os Judas, com certeza, se multiplicaram!

                       
                              


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

E CACHORRO É GENTE?

E CACHORRO É GENTE?

No momento em que escrevo estas linhas, ouço no apartamento vizinho um cachorrinho latindo, latindo, chorando, chorando. Percebe-se que está sozinho, porque faz um barulho correndo de um lado para outro. É possível que a dona ou o dono esteja trabalhando. Não sei ao certo. Mas é um fato corriqueiro. Até gosto destes bichinhos, desde que sejam tratados adequadamente como animais.
Há pessoas que pensam que cachorro é gente. E eles não são gente, são animais e assim devem ser bem tratados. Penso que o dono ou a dona deixa seu cãozinho de estimação sozinho, imaginando que ele vá ligar a televisão, o computador, ler um livro ou quem sabe até brincar no videogame, como se fosse gente, o que, evidentemente, não acontece. Por outro lado, quando abro a minha porta e olho para o batente, vejo um líquido amarelo e observando melhor, percebo que é xixi de cachorro. Ora, e onde estava o dono ou a dona para intervir no mal feito ou mesmo limpar o xixi?
É possível que a televisão esteja exercendo uma influência grande sobre as pessoas. Quase todos os canais exibem programas com cães, devidamente adestrados, portanto virou moda. Artistas e celebridades no meio televisivo andam com seus cães a tiracolo. Cada um exibe seu cão e dá detalhes do tratamento vip que lhe dispensa. Mas será que deixar o cachorrinho confinado num apartamento pequeno, sem ninguém cuidando, não é uma maldade sem tamanho?
Penso que se você tiver uma casa com quintal relativamente grande, ou morar numa chácara, não há nenhum problema em criar cachorrinhos ou cachorros de grande porte, mas num espaço pequeno, confinado e sozinho, o cachorrinho fica nervoso e estressado e a única forma de reclamar, é latindo, latindo... e que se dane os vizinhos...


domingo, 13 de agosto de 2017

MEU PAI

MEU PAI 

À memória de meu pai, Adão Francisco Martins,
cujo exemplo devo a minha formação e a quem
trago presente a cada instante da minha vida,
incrustado na ternura e na saudade do meu co-
ração.


Filemon F. Martins


Ele era bom; amigo verdadeiro
a todos demonstrava o mesmo amor.
Em vida foi exemplo brasileiro
no sofrimento atroz, na própria dor.

Amante do saber, humilde obreiro,
da Esperança e do Bem foi pregador.
Viveu para servir ao companheiro
e em tudo quanto fez, foi professor.

Ele morreu; toda a cidade chora,
não há mais alegria como outrora,
só existe a tristeza e o dissabor...

E o céu pra recebê-lo foi-se abrindo,
porquanto ele morreu, morreu sorrindo,
e sorrindo partiu para o Senhor!

sábado, 12 de agosto de 2017

PAI

PAI
À memória de meu pai, Adão Francisco Martins, cujo exemplo devo a minha formação e a quem trago presente  a cada instante da minha vida.

Eu quisera vencer o firmamento
e penetrar nos céus, na eternidade,
para dizer-te, ó pai, nesse momento,
a amargura que sinto, que me invade!

Quisera ter de Deus consentimento
para transpor o espaço, a imensidade,
e contar-te da mágoa e do tormento
de um coração que chora de saudade.

Pois quando tu partiste deste mundo,
meu sofrimento se tornou profundo,
que a minha vida consumindo vai...

Porém, nos vendavais dos empecilhos,
que eu possa palmilhar os mesmos trilhos,
que nesta vida palmilhaste, pai!