quinta-feira, 24 de maio de 2018

CURVA DO CAMINHO


CURVA DO CAMINHO
Filemon F. Martins

Eis-me chegando à curva do caminho,
onde vejo os escombros do passado:
a casa em que nasci, cresci, malgrado
o quarto de dormir em desalinho.

Não me faltou, porém, muito carinho
vivendo no Sertão injustiçado,
onde o “mandante” sempre desalmado
faz o povo sofrer, no Pelourinho...

No entanto, a vida é bela e deslumbrante,
mesmo que a estrada se apresente escura
sempre brilha uma luz ao viajante...

... E quando eu me tornar uma saudade,
minha alma esquecerá a desventura
para cantar, em verso, a Eternidade!



quarta-feira, 23 de maio de 2018

CONFIANÇA


CONFIANÇA
(Atendendo alguns pedidos)
Filemon F. Martins

(Lendo o poema Eterna Fortaleza, de Geraldo Peres Generoso, de Ipaussu-SP.)

 Eu me lembro, Senhor, que prometeste:
“Não temerás porque estarei contigo
onde quer que fores”.
Mas ainda assim há um temor
e um vazio que pesam sobre mim.

Eu sei, Senhor, que és Onisciente,
que és Onipresente, que és Onipotente
e tenho ciência de que Tua Onisciência,
Tua Onipresença e Tua Onipotência
podem minha vida defender
dos inimigos que a ela
venham, um dia, malquerer.

Lembrando que o grande Paulo, afirmou:
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e tivesse toda a sabedoria do mundo, se não tivesse amor, nada seria.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia
e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,
se não tivesse amor, de nada me adiantaria”.
Que eu possa, então, amar,
sem nada pedir em troca.
Que eu possa confiar
sem saber o que virá pela frente.

E prosseguir pela vida,
sem esquecer que Tu és o meu Refúgio
e minha Fortaleza, na certeza de que estás comigo.
Que eu possa:
Ajudar e compreender sempre sem rancor,
ensinar sempre, sem humilhar,
espalhar sempre, o amor
por onde eu for e perdoar sempre,
mas, sobretudo, Amando Eternamente!




BENDITA SEJAS


BENDITA SEJAS
Filemon F. Martins

Bendita sejas tu, musa divina
porque vens inspirar este poeta,
a tua voz suave me fascina
e chega ao fim a minha dor secreta.

Bendita sejas tu, que me ilumina
e nos meus versos tua luz projeta
além da fé, do amor que me domina
trazendo inspiração à minha meta.

Chegas tranquila, calma e de mansinho
pondo flores em todo o meu caminho,
vens perfumando o meu viver tristonho.

Que seja sempre assim, poesia amada,
amiga e companheira de jornada
buscando a paz nas regiões do sonho!

(Do livro ANSEIOS DO CORAÇÃO, página 96)



terça-feira, 22 de maio de 2018

ANTES QUE A NOITE CHEGUE...


ANTES QUE A NOITE CHEGUE...

                                        Filemon F. Martins
Quando o sol se debruça no horizonte
deixando a tarde bela e mais fagueira,
antes que a lua, pelo céu, desponte,
a saudade se achega e faz trincheira.

Ao longe, em tom avermelhado, o monte
transmite uma quietude verdadeira,
trazendo ao coração o som da fonte
que canta, docemente, em corredeira.

Assim, vou recordando os tempos idos,
sonhos fagueiros, lindos e vividos,
que a memória jamais vai esquecer...

E, antes que chegue ao fim dessa jornada,
terei, por certo, em minha caminhada
muitos versos de amor para escrever.


segunda-feira, 21 de maio de 2018

AMOR E PAZ




AMOR E PAZ

Hoje, pensei na paz do teu amor
que a minha vida triste, ganharia
e lembrando que fui um sofredor,
não sinto mais o fel dessa agonia.

Nunca almejei ser grande nem senhor,                   que o teu amor a mim já bastaria,
hoje sou mais feliz, sou servidor                             e cultuo o teu ser, estrela guia.

O amor que nos uniu na caminhada                                      trouxe-nos paz, ventura à nossa estrada
e a água que faltava em meu deserto.

E ao recordar vitórias alcançadas,
meu desejo é sonhar nas madrugadas
sabendo que estarás aqui bem perto!













quarta-feira, 16 de maio de 2018

CONVERSA NO TREM


CONVERSA NO TREM

 

“Esta vida não faz nenhum sentido,”

dizia o passageiro do meu trem,
“o mundo inteiro, veja, está perdido,
- esperança não há para ninguém.”

Assim falava o homem ressentido
das promessas que, feitas por alguém,
sequer foram cumpridas e incontido
ele se lamentava do desdém.

“Mas a vida é assim mesmo,” outro dizia,
“a tristeza anda ao lado da alegria
e a calma vem após a tempestade.”

Por que, então, meu coração sedento
tem que provar a dor e o sofrimento
para alcançar a tal felicidade?





terça-feira, 15 de maio de 2018

BUSCA


BUSCA 

Filemon F. Martins 

Quando a noite chegou apresentando a lua, 
uma brisa soprou trazendo o teu perfume, 
meu coração buscou, feliz, a imagem tua, 
mas não estavas lá, daí o meu queixume. 

E desde então, a vida triste continua 
à procura de luz, buscando novo lume 
que possa conduzir a nau que já flutua 
no tenebroso mar que a vida se resume. 

Eu já perdi o rumo e não sou mais criança 
para viver submisso em troca da esperança 
de te reencontrar, quem sabe, qualquer hora. 

Tarde demais. O tempo passa cruelmente 
matando a vida, o amor, a paz, deixando a gente 
nesse vazio pesado e triste que apavora! 

filemon.martins@uol.com.br