segunda-feira, 31 de julho de 2017

HOMENAGEM

HOMENAGEM À POETISA MINEIRA QUE NOS DEIXOU DIA 20/07/2017.

POETA NÃO MORRE
ÂNGELA FARIA DE PAULA LIMA

O poeta não morre.... Adormece...
Pois sua voz não se cala nunca mais
Através de seus textos permanece
Sua memória não morre jamais!...

Para o poeta não existe adeus
Sua lembrança está nos corações
Como canção, nos ares, junto aos seus
Guardadas em baús de emoções...

Não há morte e sim perenidade
Espalhando toda felicidade
Que os versos haverão de distribuir...

Poeta vira Luz, vira Saudade...
Poeta ganha o Céu... a Eternidade
Poeta deixa a alma após partir!


sábado, 29 de julho de 2017

MELANCOLIA


Como disse Vinícius de Moraes:¨há dias que eu não sei o que se passa, eu abro em Neruda e apago o sol¨.



  MELANCOLIA
        Filemon F. Martins

A tarde começou chuvosa e triste,
no coração bateu uma saudade,
parece que a tristeza ainda insiste
em ditar moda após a mocidade.

A noite surge bela e não resiste
à luz da lua bailando na cidade,
meu coração é forte e não desiste
desse amor sensual que o peito invade.

Meu sonho já não é tão colorido,
por isso, às vezes, fico comovido
sentindo a dor de quem nunca viveu...

E vou levando a minha desventura
cantando um salmo alegre de ternura
para esquecer que a vida me esqueceu!



quinta-feira, 27 de julho de 2017

GARIMPANDO A FELICIDADE

GARIMPANDO A FELICIDADE
FILEMON F. MARTINS

Vou garimpando pela vida afora
a lição de Humildade que conforta
e traz ao coração a Luz da aurora,
mesmo que a crença já pareça morta.

De solo em solo, busco sem demora
o cascalho do Amor que aduba a horta.
Busco a pedra da Fé, que revigora
e prepara o caminho abrindo a porta.

Não quero, meu amigo, andar a esmo,
minha sorte depende de mim mesmo,
que a vida pode ser melhor assim.

E se meus passos forem tão errantes,
buscando joias, pedras, diamantes,
- não haverá felicidade em mim!



domingo, 23 de julho de 2017

HISTÓRIA DO INTERIOR BAIANO

HISTÓRIA DO INTERIOR BAIANO
Filemon F. Martins

Num tempo já bem distante, a população de algumas cidades do interior da Bahia não se bicavam por razões históricas e no caso de IPUPIARA e BROTAS DE MACAÚBAS não era diferente. Talvez resquícios das lutas entre os coronéis HORÁCIO DE MATOS e MILITÃO RODRIGUES COELHO.

Pois bem, certa feita o comerciante Sr. Vicente chegou a Brotas de Macaúbas, com seu caminhão carregado de querosene, marca JACARÉ e perguntou a um cidadão brotense como faria para chegar até Ipupiara, já que tinha interesse em visitar seu amigo João dos Santos residente naquela cidade. O cidadão com presteza ensinou a estrada que deveria seguir, mas fez o seguinte comentário: ¨se você for fazer negócio por lá, vai perder tempo e dinheiro, porque em Ipupiara ninguém compra nada, é uma cidadezinha ruim de negócios¨. O Sr. Vicente, em seu velho caminhão Chevrolet, seguiu viagem com destino à Ipupiara, estrada de barro, esburacada, mas com paciência, pensava ele, havia de chegar lá. E chegou. Estacionou seu caminhão na praça do Mercado Municipal. É preciso lembrar que naquela época, o querosene era fundamental na subsistência da população, porque não havia energia elétrica. A iluminação das casas era feita com candeeiros. Daí a importância do querosene. Enquanto observava a cidade e sua gente, aproximou-se um cidadão e ele aproveitou para se informar sobre a rua em que morava seu amigo João dos Santos. O cidadão desconhecido, de trajes simples e simpático lhe ensinou o caminho, mas perguntou e esse querosene vai vender? – Vou, sim, respondeu o Sr. Vicente. - Eu compro, quanto custa? E já foi tentando acertar o negócio. O Sr. Vicente, cauteloso, pensando no que havia escutado antes lá em Brotas, disse: - eu preciso primeiro avistar-me com meu amigo, depois a gente negocia e qual é o seu nome? Ah, meu nome é Joaquim. É só falar comigo. O Sr. Vicente, então, tratou de seguir seu rumo à procura da residência do amigo. Cidade pequena, não tardou em encontrá-lo. Já na casa do amigo João dos Santos, o comerciante começou a contar sua aventura desde o momento em que entrou na cidade de Brotas até chegar em Ipupiara, fazendo referência ao diálogo insólito que teve com o cidadão na praça do Mercado. E perguntou ao amigo, será que ele tem dinheiro para comprar minha mercadoria? – O amigo, então, perguntou e qual o nome dele? – Ele disse se chamar Joaquim e que todos aqui o conhece. O João virou-se para ele e disse: - ¨Bote preço na mercadoria e no caminhão, que o meu amigo Joaquim pode pagar¨.  Moral da história: As aparências enganam... 

sábado, 22 de julho de 2017

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

Meu sonho desde rapaz
tão simples, não tinha dolo:
beijar-te na boca, e em paz
adormecer em teu colo.
      
Meu coração é festeiro,
vive a lembrar do Sertão,
mas o tempo – trapaceiro
machucou meu coração.
      
Minha vontade tão louca,
era somente um enleio:
dar um beijo em tua boca
e adormecer em teu seio.
      
Sinto em meu peito esta mágoa
que me mata na surdina:
minha alma triste, deságua
nesta tarde que termina.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

GISLAINE CANALES

Glosando Luiz Otávio
Gislaine Canales
TEMPLO DOS TROVADORES

MOTE:

Em nossa crença elevada,
num mundo de paz e flores,
a trova é hóstia sagrada
no templo dos trovadores.


Em nossa crença elevada,
cheia de fé e emoção,
em nossa grande escalada,
o verso é nossa oração.

Nós rezamos, versejando,
num mundo de paz e flores,
mais amigos, conquistando
e amando novos amores.

Numa união inigualada,
que nos traz imensa paz,
a trova é hóstia sagrada
que somente o bem nos faz!

Nessa nossa comunhão,
misturamos mil sabores
e a amizade, cresce, então,
no templo dos trovadores.





quarta-feira, 19 de julho de 2017

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

Esta saudade me deixa
sozinho na contramão.
Meu coração já se queixa
de viver na solidão.

Quem já amou nesta vida
conhece a felicidade,
mas o amor em despedida
deixa rastros de saudade.

Como dói esta saudade!
Como é triste este amargor!
Ontem, só felicidade...
Mas hoje tristeza e dor...

Vem depressa, que a saudade
aperta cada vez mais.
Se demoras, que maldade,
nunca vou viver em paz.



terça-feira, 18 de julho de 2017

ONDE ESTÁ A GRANDEZA?

ONDE ESTÁ A GRANDEZA?


Não vejo nenhuma grandeza, depois de tantas tramoias, compra de deputados e partidos, através de Emendas, ter permanecido por mais algum tempo na presidência da República. E tão pouco vitória da Democracia, como apregoa corruptos e corruptores. Toda a sociedade brasileira sabe quem é ele. Muitos já sabiam desde a época em que ele era propagandista do PT, pelo PMDB de que havia tirado da miséria alguns milhões de brasileiros. Na verdade, eles estavam empurrando esses milhões para a miséria total. Só não vê quem não quer ou tem interesses escusos, como o bando de advogados regiamente pagos, que os defendem. O Estado do Rio de Janeiro é um exemplo da roubalheira que medra no Brasil. Roubaram tanto que o Estado faliu e agora não há dinheiro para pagar funcionários, aposentados e pensionistas, não há saúde, educação, segurança pública, mas com um detalhe, assim como o ex-presidente Lula e seu bando todos são inocentes. É impossível não se indignar com tamanho cinismo.

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON
(HOMENAGEM AO DIA DO TROVADOR)

Saudade é o cantar tristonho
do canário, no Sertão.
É sentir que o nosso sonho
não passou de uma ilusão.
      
A tristeza que me invade
fez morada no meu peito,
chama-se a dor da saudade
que a tua ausência tem feito.
      
Enquanto cantas contente
sem pensar na minha dor,
meu coração sofre e sente
saudades do teu amor.
      
Quando aparece a saudade
causando dor em meu peito,
meu coração tem vontade
de correr para o teu leito.
      







ONDE ESTÁ A GRANDEZA?

ONDE ESTÁ A GRANDEZA?


Não vejo nenhuma grandeza, depois de tantas tramoias, compra de deputados e partidos, através de Emendas, ter permanecido por mais algum tempo na presidência da República. E tão pouco vitória da Democracia, como apregoa corruptos e corruptores. Toda a sociedade brasileira sabe quem é ele. Muitos já sabiam desde a época em que ele era propagandista do PT, pelo PMDB de que havia tirado da miséria alguns milhões de brasileiros. Na verdade, eles estavam empurrando esses milhões para a miséria total. Só não vê quem não quer ou tem interesses escusos, como o bando de advogados regiamente pagos, que os defendem. O Estado do Rio de Janeiro é um exemplo da roubalheira que medra no Brasil. Roubaram tanto que o Estado faliu e agora não há dinheiro para pagar funcionários, aposentados e pensionistas, não há saúde, educação, segurança pública, mas com um detalhe, assim como o ex-presidente Lula e seu bando todos são inocentes. É impossível não se indignar com tamanho cinismo.

domingo, 9 de julho de 2017

AMOR SUPREMO

AMOR SUPREMO
Filemon F. Martins

Meu coração recorda, emocionado,
o amor que norteou a minha vida,
e continua presente e bem guardado
na inspiração dos versos meus, querida.

Envolto nas lembranças do passado
preservo o que vivi, de fronte erguida.
Vou galopando pelo verde prado
onde a Esperança mora e faz guarida.

E enquanto o coração bater sedento,
vou prosseguir buscando o meu intento:
- continuar feliz por onde eu for.

Quero rever a Luz da madrugada
e despertar ao som da passarada
para viver, contrito, o nosso Amor!



quinta-feira, 6 de julho de 2017

CAPRICHO

                            CAPRICHO
                                     Filemon F. Martins
                   
Quis o destino, caprichoso, um dia,
que eu sofresse, na terra, grande dor.
Conspiração dos astros da poesia
que me fizeram crer no teu amor.

Ingênuo, acreditei na fantasia
que me ofertou teu lábio sedutor,
e vi morrendo, aos poucos, a alegria
quando partias como o beija-flor.

Eras a estrela vésper do meu sonho
povoavas meu céu sempre risonho
em noites de fulgor e de luar...

Mas me deixaste assim, cama vazia,
sem ter ninguém na madrugada fria,
um condenado à morte por amar.


IPUPIARA

IPUPIARA – (Homenagem do poeta à cidade do interior baiano)
Filemon F. Martins

Feliz é quem trilhou estes caminhos
que levam à vibrante Ipupiara,
ouvindo o som de belos passarinhos
numa paisagem deslumbrante e rara.

Ibipetum, Pintada e outros vizinhos
Sodrelândia, Vanique e Caiçara,
Chiquita, Bela Sombra com seus ninhos,
Brejões, Coxim que muito me ensinara.

Jamais vou esquecer... O Olho d´Aguinha,
Veríssimo, Barreiro e até Matinha,
Deus me Livre, Umbaúba e Boa Vista.

Felicidade, então, é ter nascido
e neste berço um dia ter vivido
com gente hospitaleira e idealista!






terça-feira, 4 de julho de 2017

INTERROGAÇÃO

INTERROGAÇÃO
(Um pouco de filosofia)
Filemon F. Martins
Quando nascemos, dizem que o Destino
já vem traçado para o ser Humano,
e sendo assim cresci, desde menino,
envolto num mistério, num engano.

Como entender que o amor do ser Divino
possa me  dar sentença de tirano?
Se a predestinação me fez cretino,
como me corrigir, se sou mundano?

Que culpa cabe a mim, se esta premissa
for verdadeira e a providência omissa
para me condenar sem indulgência?

Porventura, o que a vida nos promete
nada se cumpre e apenas nos remete:
- por que nos deu o senso e a inteligência?


sábado, 1 de julho de 2017

O CASO DO EX-MÉDICO...

O CASO DO  EX-MÉDICO ROGER ABDELMASSIH

Este caso me fez lembrar de um fato ocorrido com um amigo Oficial de Justiça e me fez pensar que talvez tenha faltado à Juíza de Taubaté, que prolatou a sentença concedendo ao réu o benefício de cumprir a pena no aconchego do lar, tão em voga nestes tempos bicudos, um pouco de experiência ou seja se deixou levar pela aparência, sem considerar as artimanhas do Advogado.

Mas, vamos ao caso do amigo Oficial de Justiça: na periferia de São Paulo, um ônibus foi assaltado e o bandido levou também os documentos do cobrador de ônibus, com os quais passou a se apresentar. O cobrador fez o chamado BO (Boletim de Ocorrência), mas o tempo passou e numa briga qualquer entre bandidos, mataram o bandido agora portando o documento do cobrador. Depois de alguns dias, o corpo foi encontrado numa lagoa perto do Itaim Paulista, já em decomposição, de tal forma que a polícia não teve dúvidas: o cobrador estava morto. A papelada chegou ao gabinete do juiz, no fórum João Mendes, para assinar, digamos, a homologação da morte do cobrador. Contudo, o juiz atento e experiente percebeu que a polícia deixou de fazer alguns procedimentos de praxe e determinou que o Oficial de Justiça fizesse uma diligência à empresa de ônibus, onde o cobrador trabalhava e lá chegando disseram ao oficial: ele ainda não entrou no trabalho, mas está ali na sala esperando o motorista chegar. O oficial pensou: caramba, é a primeira vez que vejo um defunto trabalhando... Comunicou o fato à empresa, confiscou os livros de registros, anotou o endereço do cobrador e voltou ao gabinete do juiz com o resultado de sua diligência. Com todo respeito, é o que me pareceu faltar à Meritíssima Juíza de Taubaté.